Depressão entre idosos: uma realidade alarmante

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A depressão é um problema de saúde pública que afeta cerca de 154 milhões de pessoas mundialmente. Os idosos enquadram-se neste contexto com um percentual de 15% de prevalência para algum sintoma depressivo, o que requer uma atenção especial e ações de prevenção e cuidado para tal população.

No idoso, a depressão está associada a maior risco de demência de Alzheimer e demência vascular, maior dependência funcional e aumento da mortalidade. A presença de sintomas ansiosos em idosos deprimidos associa-se com ideação suicida mais frequente, sintomatologia depressiva mais grave e interação social mais prejudicada, bem como desfecho mais pobre no tratamento medicamentoso. É preciso estar atento. 

A depressão pode se manifestar em qualquer idade. Tristeza crônica, choro fácil e falta de prazer nas atividades são alguns dos sintomas nos adultos. Nos idosos, a doença pode aparecer de forma diferente. Quando o idoso apresenta quadro depressivo, observa-se redução na atenção, diminuição no apetite, alteração do sono, pensamentos negativos, aumento de queixas físicas como dor ou sensações vagas de mal estar ou até mesmo confusão mental. O doente reclama de fadiga, irritabilidade e indisposição de fazer qualquer atividade.

O reconhecimento da depressão no idoso muitas vezes é difícil. Existe a ideia de que a depressão é um fato “normal” na velhice. Isto é um equívoco, a tristeza constante não deve ser considerada algo natural ao envelhecimento. Ressalta-se a importância dos familiares em reconhecerem os sintomas da doença. Quanto mais rápido for o diagnóstico, mais eficiente será o tratamento, o que se pode incluir atividades físicas, psicoterapia e tratamento medicamentoso.

Procure um geriatra para detecção e tratamento precoce desta doença que traz tanto impacto negativo no envelhecimento!

Por
Dra. Kate Adriany da Silva Santos
Médica Geriatra – CRM 21879

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