Suicídio nem pensar!

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Assim como no campo da drogadição, cabe utilizar esta expressão “nem pensar” como uma provocação filosófica, ou seja, para meditar sobre a real necessidade de refletir acerca deste tema. Suicídio nem pensar, certamente é uma expressão que indica a real demanda de readequação; a condição adequada seria, “suicídio, jamais praticar”, mas pensar sim, analisar e refletir sobre causas, fatores indicativos, de riscos e, é claro, na prevenção, sempre!

Por quê pensar nisso? Porque segundo a OMS, 800 mil pessoas morrem no mundo, por ano, por esta causa – o suicídio. Na verdade, o número de pessoas afetadas é muito maior, ou seja, com a morte de alguém por suicídio, um sistema todo é afetado, famílias, empresas, colegas de trabalho, recursos familiares, entre outros, vivenciam o dano causado por este ato; sem contar a substancial quantidade de tentativas mal sucedidas, que certamente superam o número oficial de pessoas que foram de fato a óbito devido suicídio.

Este tema precisa ser pensado sim, foi a segunda maior causa de morte entre jovens que se encontram na faixa etária entre 15 e 29 anos no ano de 2016 (OMS, 2018).

A boa notícia é que há evidência de intervenções de baixo custo que geraram efetividade na prevenção e redução deste risco. Para isso, é necessário que a resposta a nível nacional passe por ações multisetoriais.  

Fatores de Risco

Agora, quais são os fatores de risco? Distúrbios mentais e suicidas como pessoas com depressão associado ao uso abusivo de álcool, por ex. Crises existenciais oriundas de problemas financeiros, rupturas relacionais, dores crônicas e adoecimento.  Ações impulsivas frente às crises vivenciadas. Também são fatores de riscos casos de conflitos, desastres, violência, abuso, discriminação e pessoas sob privação de liberdade.

Os métodos mais comuns para efetivação do suicídio são: uso de pesticidas, enforcamento e armas de fogo, de acordo com a OMS.

Para prevenir, já que medidas de baixo custo são efetivas, é preciso agir em direção à restrição do acesso aos meios utilizados para este ato. Usar a comunicação como meio de informar as pessoas sob a prevenção. Desenvolver políticas públicas a serem introduzidas na sociedade para prevenção ao uso abusivo de substâncias psicoativas, também disponibilizar tratamento para pessoas com dores crônicas e para aquelas que se encontram em condição de problemas relacionados à saúde mental.

Exercer apoio aos sujeitos que já tentaram suicídio é uma ação necessária, bem como informar a comunidade sobre como proceder visando prevenção frente a este problema de saúde pública.

Enfim, a questão é conscientização, informação e comunicação destes fatores acima citado. É agir de forma que a justiça, saúde, educação, agricultura, lei, política, mídia, defesa, entre outros, exerçam ações conjuntas na mesma direção. Cada um pode ser um multiplicador e à sua maneira contribuir para um mundo “mais ecológico”. Para países que integram Estados-Membros da OMS, há uma meta entre 2013-2020 para redução de 10% do suicídio até o fim deste período determinado. Então, suicídio, um tema a se pensar!

Para casos onde precisem de atenção urgente no Brasil, basta ligar para 188 e ter acesso gratuito ao CVV – Centro de Valorização da Vida. Terá suporte imediato de forma sigilosa.

Cuidar de sua saúde mental faz parte da prevenção neste processo.

 

Psic. Rafael Sebben
Psicólogo Clínico CRP 12/08250
Psico-oncologista  

Fonte: OPAS Brasil

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